De fato, a ocasião faz o ladrão: dificilmente uma arquiteta mineira, um biomédico pernambucano e um engenheiro paulista, de idades, gostos e vivências completamente diferentes conversariam por quase 8 horas seguidas se não estivessem aqui. Pode até ser clichê, não ligo. É de verdade. Eles não são meus amigos de infância, não sabem de onde eu vim e nem me conhecem direito. Não sabem qual minha cor predileta e nunca ouviram falar da cidade onde eu nasci. É engraçado como a gente não precisa de muita coisa pra poder ser a gente mesmo. É simples, não é complicado. Sem armas, quase pelado.
Esqueci de mencionar os outros dois outros integrantes do bando: um meio alemão/meio bengali que fala português (hum?!) e um nativo de Frankfurt especialista em música clássica. Ouvimos Calypso, Leoni, Céu, Chico Buarque, Clementina de Jesus, Lenine, Olodum e metemos o pau no cd novo da Marisa Monte e na Rede Globo, tirando, claro, as novelas. Concordamos um monte e discordamos também. Aprendi umas coisas sobre a história da música na Alemanha de 70 a 90. Detonamos a Paula Fernandes e nem lembramos de ouvir Michel Teló. Uma pena =p .
Aí começa aquele processo de você querer ligar pros seus amigos pra eles também estarem ali e participarem da conversa e contarem uma coisa e lembrarem da música da qual você não se lembra. Aí você conta dos seus amigos para os novos amigos e os novos ficam querendo saber dos velhos. E você pensa na sua família e pensa como vai ser a sua própria. Imagina como seria se seus filhinhos estivessem ali. Tudo isso acontece em menos de meio segundo e por várias vezes. Como se fosse um pêndulo. Mas em nenhum momento a gente ficou triste: a gente só estava ali por estarmos longe do antes. Ou seja: tudo é bom.
prisoca, o que falaram do album da marisa monte? pergunto porque é o único que eu gostei nos últimos 10 anos de carreira dela... achei pop, pop de popular, de pegada chiclete, letra fácil, dessa que a gente canta e compreende ao mesmo tempo de cantarola, acessível sem ser "cabeção".
ReplyDeletequero a sua opinião.
mc'key, o lance da marisa monte foi na verdade um desabafo nosso do tipo: "então por que ela não fez isso antes?" precisava de esperar todo mundo e inclusive a rede globo dar valor ao popular? não propriamente metemos o pau no conteúdo do cd, mas deu pra ver que até a marisa monte sucumbiu ao fenômeno da "enchiquezação" do popular... nada contra. mas rolou um "ahhh, que puxa". agora, ser popular (e não pop) é o que há.
Deleteesse post foi meu favorito, nem precisa falar porque. =)
ReplyDeletedepois vou escutar o da marisa monte, conto pra vocês o que achei!
ReplyDeleteEsqueci de contar o principal: dançamos axé de raiz com direito a muita daniela mercury: "não me pegue não, não, não, me deixe a vontade... deixa eu curtir o ilê, o charme da liberdade... coméqueé?; "solte suas danças de mel rá-punzel, rá-punzel!" lembrei das coreografias do colégio santa teresinha...
ReplyDeleteAprendi a diferença entre xote, baião e congado e coisas do tipo. Tudo isso tentando falar alemão. Sou a júnior da turma. Todo mundo se não é nativo é sênior e eles falam alemão pra eu pseudo-treinar ;)
Adooooooro axé de raiz!! Mas Daniela Mercury é meio recente, não? Considero axé de raiz: Sarajane ("tá ficando apertadinha, por favor abre a rodinha") e Luiz Caldas ("eu queria ser uma abelha pra pousar na sua flor. Haja amor, haja amor"), por exemplo!! kkkkkkkkkkkkkkkkk!
ReplyDeleteQueria estar aí nesse dia!
Mil bjs!!
Raquel (comadre)
Tá certa Quel, Daniela Mercury é digamos, a última dos moicanos. Rapunzel é de 1997. Sei pq dancei essa música no meu 3o. ano no colégio.
DeleteHá 15 anos atrás!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!