Mas voltando ao assunto (as Top 5 Bad Things in Germany vêm outro dia), apesar de eu evitar, as comparações são inevitáveis. Mas não penso que elas sirvam para encher um ou outro caderno de estrelinhas. Acho somente que elas sejam boas pra gente pensar... e conversar. E sei lá... não dá pra não pensar.
A experiência de sair à noite de bicicleta (sair à noite = tomar uma cerveja num bar simples, jantar na casa de alguém ou ir numa balada mesmo) é interessante. Moinul e eu saímos de casa SEMPRE de bicicleta porque o caminho até a estação é infinitamente mais rápido de bicicleta. Esse infinitamente é exagero, são só 4 minutos a mais. Mas é que a garantia, a certeza de dormir mais um pouquinho de manhã ou sentir menos frio quando na volta pra casa é irresistível. Não é pela quantidade de tempo, mas pela qualidade do que se faz ganhando mais 4 minutos. A pé de casa para a nossa estação gastamos 7 minutos e de bicicleta é num instante, 3 minutos! Eu nunca tinha me importado antes com 4 minutos para nada. Sim, porque 4 minutos a mais ou a menos quando o trajeto, ou a demora no consultório é de 40 minutos, são só 1/10. Mas agora, 4 para 7 é mais de 50%!!!! Aí quando se chega na estação, a gente tranca a bicicleta num poste e vai pra onde for de trem. E caminha, e pega o tram, e pega o ônibus, e chega no lugar que se quer. Sabendo que na volta, a amiga vai estar lá esperando a gente, pra menos 4 minutos de frio ou 4 a mais de sono.
Bom, estou falando tudo isso pra contar que eu comecei a fazer contas de quantos minutos se ganha na semana com esses benditos -4. Moinul, por exemplo, que vai e volta do trabalho todo dia, ganha 40 minutos! Isso sem contar o trajeto de bicicleta entre a estação de trem do trabalho e o escritório. A amiga-bike vai no trem com ele, gracinha. Então, contando as duas pontas do percurso, os 40 minutos por semana são pelo menos 80. 80 minutos é a academia, ou a ioga, ou o curso de dança que eu não tinha tempo de fazer em BH... snif.
Bom, estou falando tudo isso pra contar que eu comecei a fazer contas de quantos minutos se ganha na semana com esses benditos -4. Moinul, por exemplo, que vai e volta do trabalho todo dia, ganha 40 minutos! Isso sem contar o trajeto de bicicleta entre a estação de trem do trabalho e o escritório. A amiga-bike vai no trem com ele, gracinha. Então, contando as duas pontas do percurso, os 40 minutos por semana são pelo menos 80. 80 minutos é a academia, ou a ioga, ou o curso de dança que eu não tinha tempo de fazer em BH... snif.
pri! tou adorando o blog!
ReplyDeletedá pra te ouvir direitinho contando esses casos!
aqui uma bike ia me diminuir demais o tempo até o trabalho, mas tem morro na volta...
beijo nocê e no moinul!
acabei de ver essa matéria... http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/fascismo-das-minorias-1-%E2%80%93-sobre-duas-rodas/
ReplyDeleteque medo hein?
poderia enumerar várias outras vantagens da locomoção by bike:
ReplyDelete. apesar de não ser legal, pedalar tontinho é uma delícia...
. dá pra se imaginar num clipe, fugindo do controle de passaporte...
. o valor da buzinada: não tem preço buzinar bem pertinho da pessoa e ver ela dando um salto mortal para fora da ciclovia...
. leilão de bike também é ótimo de se ver, arrematei a minha por 25 eurinhos, gastei mais uns 20 e vendi por 55!
Andréeee, com certeza!!! tem ainda muitas mais vantagens!!! mas, essa coisa do clipe: eu finjo que estou em um! e sempre coloco uma trilha sonora que combina com a tarefa do momento. Por exemplo: ir na escolinha de alemão merece a trilha sonora de Marie Antoniette, ou coisa do tipo. Ir fazer compras sábado de manhã já é Chico Buarque! Tendeu a lógica? Ainda tem a melhoria da postura. Não se pode andar de bicicleta corcunda, é muito feio! Tem que ficar com a coluna reta! E além de tudo, é um desafio para os estabanados. Destranca a bicicleta, freia a bicicleta, olha o sinal, o velhinho atravessa a rua, e a alça da bolsa cai, e a cabelada entrando no carcunda....
ReplyDeletedesvantagens: é um desafio para os estabanados!
eu escrevei aí em cima "desvantagens"... desconsiderem! eu queria dizer desafios, mas já escrevi e não dou conta de editar o post!!!
ReplyDeletePris,
ReplyDeleteAcredito que esses quatro minutos sempre estiveram guardados em algum lugar... junto de você e da sua vida...Talvez sua maneira de percebê-los e de valorizá-los tenha mudado. Ou será que você realmente NUNCA teve tempo para a sonhada aula de dança. Tenho minhas dúvidas...
Quando olhamos diferente para a mesma coisa percebemos riquezas que não havíamos explorado e perdemos alguns vícios que nos cegavam...notamos coisas pequenas que se foram em algum momento e que a gente não teve tempo de reivindicar: "- opa peraí... eu gosto disso... dá aqui...não vai levar não!!!"
Permita-se sempre Pris, experimentar denovo para mudar de idéia ou simplesmente para concluir que é isso mesmo...
Curta cada momento!!! Tô curtindo daqui também... de tabela...kk... bjs
OBS.: Tô meio bucólica hoje... vi um video e achei lindo... acho que é isso... kkk bjs caso vc também queira ver: http://www.youtube.com/watch?v=prO85LDlvEA&feature=youtube_gdata_player
Ass. carol (pata)
Carol, você tem toda toda razão. E eu que não queria ficar nas comparações, acabei empurrando pro lugar uma responsabilidade e uma vontade que é minha...
ReplyDeleteÉ sempre mais fácil botar localizar a responsabilidade fora da gente e desviar o nosso umbigo pra outro lado. E nessa onda, quem sai perdendo é a gente mesmo, pois acabamos nos acostumando com coisas e jeitos que nos fazem mal ou simplesmente não nos trazem coisas boas. A gente se acostuma a não ter tempo e não estar do jeito que se diz querer estar. Ao mesmo tempo, nos acostumamos a ser mal tratados, mal atendidos, comer mal, dormir mal e achar que é assim mesmo. Do mesmo jeito que a gentes se acostuma com a falta de tempo, acostumamo-nos com a falta de humanidade. Opa, né não! Dormiu mal? Troca de colchão! Te tratou mal? Sai fora daí! Bem, esse é um papo longo....
Estou aqui vendo o vídeo... é lindo mesmo.
Amo vc!!
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